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A marcação do território, o comportamento sexual e coprofagia

Data: 22/11/2012

A MARCAÇÃO DO TERRITÓRIO
A marcação do território é um comportamento comum a todos os cães, qualquer que seja seu sexo ou idade. É um meio de comunicação que varia muito em função do status social do cão. O desenvolvimento de sistemas de comunicação é uma necessidade absoluta, mais particularmente para as espécies sociais como os carnívoros domésticos. Depósitos de urinas e fezes são essencialmente utilizados para a marcação. É uma marcação ao mesmo tempo visual e olfativa.

A comunicação olfativa utiliza mensagens químicas chamadas feromônios. São hormônios que transmitem informações entre os indivíduos de uma mesma espécie. Desencadeiam no indivíduos receptor uma resposta comportamental ou fisiológica. Essas substâncias são liberadas pela glândulas das bolsas anais, as glândulas perineais, as glândulas faciais, as glândulas situadas nos espaços interdigitais das almofadas plantares, e pela glândula supra-caudal. Esses feromônios estão presentes também na saliva, nas fezes e sobretudo nas urinas. A liberação desses feromônios, e em particular os das urinas e fezes, realiza-se em contextos sociais, tais como os comportamentos sexuais e territoriais. Servem para a comunicação e a troca de informação. Os feromônios associados à defesa do territorio são de origem podal e urinária. São liberadas durante a fase de intimidação da agressão territorial. O cão esgaravata o chão com seus anteriores e urina nessa área levantando um posterior. Quando um dominado fareja um depósito de urina liberado por um dominante, tende a emitir sinais de submissão e a urinar no chão. Aparentemente, os feromônios propagam informações de ordem hierárquica. Os conflitos homem-ão revelam episódios de falta de limpeza, isto é, micções hierárquicas. Os cães urinam em lugares estratégicos e de importância social (pés de mesa, de cama, porta de entrada, corredor, etc.) Certos cães até defecam numa cama, no braço de um sofá, isto é, sempre em lugares muito visíveis. Trata-se sempre de fezes bem conformadas.

O COMPORTAMENTO SEXUAL
A puberdade do cão macho ocorre entre os 7 e 10 meses de idade, de acordo com a raça à qual pertence. As raças pequenas revelam-se mais precoces do que as de tamanho médio e, a fortiori, do que as raças grandes. Valores extremos, como 6 meses e 3 anos, já foram descritos. Na fêmea, o primeiro cio corresponde à maturidade sexual, ou puberdade, que ocorre entre os 6 e 12 meses de idade. A cadela tem dois ciclos astrais por ano. O momento do aparecimento do estro parece independer das estações, sendo a frequência maior no outono e na primavera.

O período durante o qual a cadela manifesta seus “desejos sexuais” dura aproximadamente três semanas. O proestro corresponde à primeira metade do cio. Durante esse período, embora atraia os machos a cadela rejeita a cobertura. Os donos podem observar o inchaço da válvula, bem como corrimentos de sangue. O estro ocorre durante a segunda metade. A cadela está nervosa e aceita a cobertura. Do 10º ao 12º dia é o período com a maior probabilidade de aceitação da cobertura. A ovulação ocorre em torno do 11º ou 12º dia. Espontânea, é provocada por uma descarga do hormônio hipofisário luteinizante ou LH.

Certas cadelas porém, são fecundadas após duas semanas do cio, ou até mais. Os espermatozóides do cão são muito resistentes e a fecundação pode ser efetiva numa cadela coberta no fim do proestro. A ovulação sempre á múltipla na cadela. Se ocorrerem vários acasalamentos, os cachorros podem ser de pais diferentes. O cio da cadela é particularmente longo: sua duração é em média de duas a três semanas. Quando termina, o ciclo continua com uma fase dita de metaestro. O metaestro dura aproximadamente quatro meses. Às vezes, observa-se uma pseudo-gestação com alteração do temperamento, produção de leite, etc. A seguir vem o anestro, que corresponde a um período de descanso. Sua duração é de 1 a 2 meses. A duração média de um ciclo é de seis meses (pode alcançar dez ou doze meses, sem por isso ser patológica). Ou seja, a cadela estará no cio duas vezes por ano.

O macho percebe que uma fêmea está no cio através do cheiro de sua urina, que contém metabólitos dos estro-gênios. Quanto à fêmea, durante o estro, ela busca ativamente o macho. Em seus encontros, observa-se sobretudo uma exploração olfativa recíproca. Costuma-se ver convites para brincar. Se a cadela estiver no proestro, ela não se imobiliza por um período de tempo suficiente. Move-se, desvia-se, deita, levanta, senta, e a cobertura torna-se possível. Um macho efetua a cobertura com maior facilidade num entorno que conhece bem e impregnado com seu odor. Por isso é que o uso requer que a fêmea seja quem se move. Um macho dominado ou uma fêmea dominada não podem reproduzir-se diante de um membro dominante. Os donos dominantes não podem, em hipótese nenhuma, presenciar o acasalamento de seus cães ou cadelas.

Pode-se impedir o aparecimento do cio através de anticoncepcionais hormonais que pemitirão uma suspensão temporária do ciclo. A contracepção pode ser praticada quer pela via oral, quer pela via injetável. Em todos os casos, esses produtos devem ser administrados durante o descanso sexual, isto é, durante o anestro, ou seja, entre um e dois meses antes da data prevista para o cio que se pretende eliminar. A contracepção não está livre de efeitos colaterais e pode, entre outros, propicia incidentes de infecções uterinas. Se a cadela não estiver destinada para a reprodução. É melhor adotar a solução definitiva, isto é, a esterilização cirúrgica através de uma ovariectomia. Essa intervenção extirpa os ovários e acabará com o ciclo sexual da cadela. Recomenda-se praticá-la antes da puberdade, evitando assim os riscos de patologias genitais e mamárias.

A COPROFAGIA
Certos cachorros têm a infeliz tendência de comer suas fezes (coprofagia). Tal atitude deve desaparecer aos três ou quatro meses de idade. Se persistir, é preciso descobrir a causa. É inegável a atração natural dos cães pelos seus excrementos ou pelos de outros. Várias etiologias podem levar o cão a comer suas fezes. Não raramente isso se deve a um problema de falta de higiene. O cão é punido pelos donos por ter feito suas necessidades dentro da casa ou num local impróprio. A punição, especialmente quando não ocorre o ato, mas sim na volta dos donos, levará o cão a defecar cada vez mais na ausência deles e, posteriormente, a dar um sumiço na prova, ou seja, comer seus excrementos. Outra causa é o fortalecimento das atitudes do cachorro por parte de seus donos. Ao descobrirem que o cachorro come seus excrementos, os donos correm para interromper o cão e recolhem os excrementos. Isso gera então uma competição entre ambos e o cão ingere suas fezes para ter a certeza de que seu excrementos não serão retirados dele.

Quando o cão não consegue digerir corretamente seus alimento, odores alimentares podem continuar presentes nas fezes e incentivam o cão a comer seus excrementos. Tem-se mencionado também a presença de substâncias aromáticas nos alimentos industriais que visam aumentar a apetência, e que chegariam não digeridas às matérias fecais, incitando portanto os cães a comer seus excrementos ou os dos outros. Deve-se ignorar as defecações inoportunas, não colocar o focinho do cão em seus excrementos (isso não repugna ao cão) e sobretudo não limpar na sua presença, pois isso requer agachar-se, ou seja seria um convite para brincar.

Bibliografia:
Enciclopédia do Cão - Royal Canin

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