ABRABULL Bulldog Inglês
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Diferentes critérios na interpretação do padrão

Em depoimento à revista espanhola “El mundo del perro” o criador europeu residente na Espanha, Peter Frantzen (Canil Dos Águas) afirma com relação ao tema: trata-se, aparentemente, de um fenômeno inexplicável, se você é dono de um prestigioso campeão, que durante toda a temporada venha ganhando, sistematicamente, todas as exposições que participe, quando vai a outro país convencido de provocar entusiasmo e admiração no júri de uma exposição, e que por isto teu maravilhoso bulldogganhará uma muito boa nota. Quantas vezes se ouvi que o árbitro tem toda a culpa, que não conhece a raça ou, que pelo simples fato de svocê ser estrangeiro não deixa seu cão ganhar. Porém, depois você fica sabendo que coisas parecidas acontecem com todos os criadores, então a gente começa a pensar que esse estranho fenômeno pode ter a ver com questões mais profundas do que a simples subjetividade ou incapacidade de um árbitro desconhecido.

Ao aprofundar no tema, você perceberá que há muitos anos não se tem variado o texto do padrão, apesar disto, os exemplares que anos atras tivessem ganhado qualquer competição hoje teriam dificuldades para defender a qualificação de “excelente”. De certa forma é natural, posto que todas as raças existentes evoluem, com as mudanças que esta evolução traz. O mais grave disto tudo é que este movimento evolutivo não se entenda como uma evolução contínua e linear, mas irregular e baseada em distintos critérios que dependem das diferentes nacionalidades e das ideologias adotas em cada país.

O único responsável pela modificação do conteúdo e da atualização de um padrão é a sociedade cinófila do país de origem da raça, no caso do bulldog , o “Kennel Club”. Apesar do “Kennel Club” também não ter variado a versão do padrão nos últimos anos. Na Grã Bretanha também se tem mudado muito os critérios de avaliação.

Os superfamosos campeões dos anos setenta e da primeira metade dos oitenta, como o lendário “Aldridge Advent Gold” (FOTO1) ou a ainda famosa “Merriveen Magnolia”(FOTO2), teriam hoje graves problemas para ganhar as exposições. A imagem dobulldog superpesado e que tenha uma cabeça quanto maior melhor – tem desaparecido. 

 

 


foto1: “Aldridge Advent Gold”

foto2: “Merriveen Magnolia”

O cachorro que hoje tem que estar dentro dos limites de peso do padrão, se tolerando uma diferença aproximada de no máximo quatro quilos, é mais curto que o dos anos anteriores, a cabeça deve ser muito grande, mas respeitando uma clara proporção harmoniosa com o resto do corpo.

Toma-se como uma falta bastante grave a ruga que está acima do nariz ultrapasse o mesmo. Por outra parte, uma estrutura óssea excelente e maciça tem muitíssima importância, sendo condição indispensável para um peito muito profundo, que por sua vez descanse sobre a maciça base de duas pernas dianteiras fortes e largas de osso.

Os movimentos se observarão exigindo que: cada participante ande primeiro em triângulo, depois em linha reta, ida e volta, e em caso de dúvida entre dois exemplares, uma ida e volta em paralelo. Isso de dar voltas e mais voltas de todo tipo no ringue, como acostumam os alemães, para comprovar a saúde dos participantes – cães e donos – não se usa normalmente na Inglaterra.

As fêmeas que antigamente eram perdoadas pelo fato de não ser tão impressionantes quanto os machos, e que deviam ter todos os atributos possíveis deles (em nosso ponto de vista isto foi conseguido só na fantástica Int. CH. D-CH., “Aldridge Adele” que além do mais nunca teve problemas de parto! com a lógica conseqüência de que lhes foi praticamente impossível ganhar o melhor da raça, agora devem ter cabeça e corpo com claras características femininas, ou seja, cabeça e corpo menos maciços e uma expressão mais fina).

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